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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Termos para tentar entender o 1o de Agosto - Bip 91, BIP 141 e BIP 148


- SegWit2x (BTC1): apoiado por mineradoras e startups, esta proposta procura certificar o SegWit através de um Soft Fork inicial, mas se compromete com um aumento do tamanho de bloco, ou seja um Hard Fork três meses depois.

- Segregated Witness (SegWit): proposto por voluntários do Bitcoin Core em 2015, o SegWit visa aumentar a capacidade da rede e resolver a maleabilidade das transações através de um Soft Fork.

- BIP 141: Sua proposta, exige que uma super-maioria (95%) de mineiros sinalize a atualização em duas semanas.

- BIP 91: Exige que 80% dos mineiros de bitcoin sinalizem suporte para um lock-in em um Período de sinalização mais curto do que o BIP141.

-BIP 148: Usa um mecanismo mais antigo para fazer alterações na bitcoin, chamado de Soft Fork ativada pelo usuário (UASF). Isso requer cerca de 50% das pools de mineração para suportar a mudança. Sem esse suporte, o BIP 148 poderia ativar e dividir a rede em duas cadeias de blocos concorrentes.

- Bitcoin ABC: uma versão do cliente bitcoin que apaga o SegWit e permite um tamanho de bloco dinâmico. Foi proposto pela primeira vez em reação à idéia de um UASF, que tem alguma oposição em partes da indústria. Se bitcoin se separar por causa do UASF BIP 148, o cliente Bitcoin ABC será lançado em outra cadeia.
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Por que duvidam da evolução?




Por Michelson Borges

No dia 22 de janeiro, a Folha de S. Paulo publicou um artigo do físico Marcelo Gleiser, intitulado “Por que duvidam da evolução?”. Gleiser começa apresentando dados de uma pesquisa da Gallup segundo a qual apenas 39% dos americanos “acreditam na teoria da evolução”. Em seguida, ele afirma: “Quanto mais crente, maior a desconfiança em relação à teoria de Darwin.” Mas o contrário também é verdadeiro: quanto mais ateu, maior a aceitação do darwinismo como fato, possivelmente porque o darwinismo (se corretamente compreendido) se trata de uma teoria naturalista ateia – mesmo que alguns religiosos tentem se convencer do contrário, ou seja, de que seria possível hibridizar evolucionismo com a Bíblia. Criacionistas bem informados não têm receio de ler a vasta literatura evolucionista e ateia disponível no mercado ; curiosamente, são poucos os evolucionistas com quem tenho conversado que admitem ter lido um ou dois bons livros criacionistas. A verdade não precisa temer o confronto e o pesquisador sincero deve estar disposto a seguir as evidências levem aonde levar.

Gleiser continua argumentando: “Por outro lado, a evidência em favor da evolução também é indiscutível. Ela está no registro fóssil, datado usando a emissão de partículas de núcleos atômicos radioativos.” Verdade? O registro fóssil mostra que as inúmeras formas transicionais que deveriam existir simplesmente não existem; mostra também que a vida simplesmente “explode” com toda a sua complexidade no chamado período Cambriano; e mostra que a superposição de camadas se deu de maneira rápida e catastrófica, já que os extratos geológicos são plano-paralelos sem evidência na área de contato entre eles de erosão ou exposição às intempéries.

“Rochas de erupções vulcânicas (ígneas) enterradas perto de um fóssil contêm material radioativo”, prossegue o físico. “O mais comum é o urânio-235, que decai em chumbo-207.” Mas por que Gleiser não se pergunta: Por que datar um fóssil a partir de uma rocha vulcânica enterrada com ele? Quem disse que a tal rocha tem a mesma idade do fóssil? E quem disse que o processo de decaimento do urânio-235 até o chumbo-207 se deu de maneira constante no tempo, intocado, de tal forma que possamos assumir que a taxa de decaimento nunca variou? Quem disse que podemos confiar nas estimativas com respeito às quantidades dos elementos pai e filho na amostra de rocha? E a atividade vulcânica, não teria promovido alterações nos relógios radioativos? “Por que duvidam da evolução?”, pergunta o título do artigo; por esse e outros muitos motivos.

Mas os clichês evolucionistas não terminam aí e Gleiser desta vez enverada pela biologia: “A evidência em favor da evolução aparece também na resistência que bactérias podem desenvolver contra antibióticos.” Mais uma vez esse argumento das bactérias... “Por que duvidar da evolução?”, pergunta Gleiser; porque seus defensores vivem trombeteando exemplos de microevolução – aceitos pelos criacionistas – como se fossem exemplo de macroevolução; porque os evolucionistas acreditam que uma baleia evoluir de uma ameba é a mesma coisa que uma bactéria adquirir resistência a antibióticos, muito embora continue sendo bactéria.

“Quanto mais se usam antibióticos, maior a chance de que mutações gerem bactérias resistentes [e é só isso, Gleiser]. Esse tipo de adaptação por pressão seletiva pode ser investigado no laboratório, sujeitando populações de bactérias a certas drogas e monitorando modificações no seu código genético.” Perfeito, e o mesmo tipo de investigação vem sendo feita há cem anos com as drosophila. Resultado? Clique aqui para conferir . Resumo da ópera: mutações promovem modificação ou perda de informação. Não se conhece um processo natural que traga à existência, do nada, informação complexa e específica necessária para a existência de vida, mesmo a mais “simples”.

Então Gleiser volta à pergunta do artigo: “Pergunto-me por que a evolução causa tanto problema para tanta gente. Será que é tão ofensivo assim termos tido um ancestral em comum com outros primatas, como os chimpanzés?” Note como é típico este argumento evolucionista: as pedras parecem ter milhões de anos; as bactérias adquirem resistência a antibióticos; portanto, somos descendentes de um ancestral comum dos macacos e humanos (ancestral esse totalmente hipotético); isso é que é argumento non sequitur, mas o físico parece não perceber.

“Por que a evolução causa tanto problema para tanta gente”? Bem, na verdade, causa problema para aqueles que têm coragem de duvidar dela; para aqueles que, embora sejam chamados de “crentes”, resistem a crer numa teoria cuja fundamentação teórica é a filosofia naturalista, essa, sim, impossível de ser submetida ao método científico; causa problema para aqueles que pensam que a sociedade é democrática e que temos liberdade de expressão e, por isso, decidem manifestar sua discordância do establishment científico/educacional/político.

Então vem a comparação descabida: “Essa desconfiança do conhecimento científico é muito estranha, dada a nossa dependência dele no século 21. (De onde vêm os antibióticos e iPhones?)” Com todo respeito, mas isso é jogo sujo! Como Gleiser pode misturar tecnologias desenvolvidas por seres inteligentes e as hipóteses macroevolutivas naturalistas da biologia evolucionista? O que iPhones têm a ver com o suposto ancestral comum e com fósseis interpretados sob a lente darwinista?! Criacionistas não desconfiam do conhecimento científico – como Gleiser tenta induzir. Desconfiam, sim, de hipóteses metafísicas que tentam se passar por ciência experimental. Isaac Newton, Galileu Galilei e outros grandes cientistas do passado ajudaram a criar o método científico e não precisaram da evolução para fazer boa ciência. Agora quem pergunta sou eu: Por que endeusar essa hipótese e ficar tão chocado com aqueles que querem submetê-la à crítica? Não é exatamente assim que a ciência avança?

“O problema parece estar ligado ao Deus-dos-Vãos, a noção de que quanto mais aprendemos sobre o mundo, menos Deus é necessário [clique aqui para ler uma parábola relacionada com essa ideia]. Os que interpretam a Bíblia literalmente [lá vem o físico dizer como se deve interpretar a Bíblia...] veem nisso uma perda de rumo. Se Deus não criou Adão e Eva e se não nos tornamos mortais após a ‘queda do Paraíso’, como lidar com a morte? Uma teologia que insiste em contrapor a fé ao conhecimento científico só leva a um maior obscurantismo. Mesmo que não acredite em Deus [deu para perceber], imagino que existam outras formas de encontrar Deus ou outros caminhos em busca de uma espiritualidade maior na vida.”

Termino parafraseando o que Gleiser disse no parágrafo anterior: uma teoria que insiste em contrapor a filosofia naturalista (que posa de método e confunde tecnologia com ciência) ao conhecimento científico só leva a um maior obscurantismo. E querem saber, Gleiser e Folha? Cada vez que leio um texto como esse duvido ainda mais da evolução.

Michelson Borges, jornalista e mestre em teologia
Seu blog: www.criacionismo.com.br

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Um Pouco Sobre: Júpiter





Hoje nosso encontro do Clube de Astronomia foi muito bom, o céu estava limpo, sem Lua e Júpiter aparecendo linda no céu, com suas luas alinhadas. Conseguimos ver Júpiter e três de suas 16 luas.

Júpiter é o quinto planeta mais próximo do Sol e é o maior no sistema solar. Se Júpiter fosse oco, caberiam mais de mil Terras no seu interior. Contém também mais matéria do que todos os outros planetas juntos. Tem uma massa de 1.9 x 1027 kg e um diâmetro de 142,800 quilómetros (88,736 milhas) no equador. Júpiter tem 16 satélites, quatro dos quais - Calisto, Europa, Ganímedes e Io - foram observados por Galileu já em 1610. Tem um sistema de anéis, que é muito ténue e totalmente invisível visto da Terra. (Os anéis foram descobertos em 1979 pela Voyager 1.) A atmosfera é muito profunda, talvez compreendendo todo o planeta, e tem algumas semelhanças com a do Sol. É composta principalmente de hidrogénio e hélio, com pequenas porções de metano, amónia, vapor de água e outros componentes. A grande profundidade dentro de Júpiter, a pressão é tão elevada que os átomos de hidrogénio estão quebrados e os electrões estão livres, de tal modo que os átomos resultantes consistem de simples protões. Isto produz um estado em que o hidrogénio se torna metálico.

Faixas coloridas latitudinais, nuvens atmosféricas e tempestades ilustram o dinâmico sistema meteorológico de Júpiter. O padrão das nuvens mudam de hora para hora, ou de dia para dia. A Grande Mancha Vermelha é uma tempestade complexa que se move numa direcção anti-horária. Na borda, a matéria parece rodar em quatro a seis dias; perto do centro, o movimento é menor e numa direcção quase aleatória. Podem-se descobrir cadeias de outras tempestades mais pequenas e redemoinhos pelas diversas faixas de nuvens.

Foram observadas emissões aurorais, semelhantes às auroras boreais da Terra, nas regiões polares de Júpiter. As emissões aurorais parecem estar relacionadas a matéria de Io que cai na atmosfera de Júpiter, movendo-se em espiral segundo as linhas do campo magnético. Também foram observados relâmpagos luminosos acima das nuvens, semelhantes aos super-relâmpagos na alta atmosfera da Terra.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Morre Steve Jobs




Imagem divulgada no site da Apple

No site da Apple, um texto lamenta a morte de Jobs. Segue a íntegra:

“A Apple perdeu um gênio criativo e visionário, e o mundo perdeu um ser humano fantástico. Aqueles de nós que tiveram a sorte de conhecer e trabalhar com Steve perderam um amigo querido e um mentor inspirador. Steve deixa para trás uma empresa que apenas ele poderia ter construído, e seu espírito será, para sempre, a estrutura da Apple."

Jobs faleceu um dia depois da Apple apresentar a última versão do iPhone, o 4S.Seu sucessor na empresa, Tim Cook, apresentou nesta terça-feira as ultimas novidades da Apple. Jobs deixa como suas últimas contribuições a nova versão do iPhone, o 4S; a quinta versão do sistema operacional iOS5; o sistema armazenamento virtual iCloud e o assistente de voz para o novo telefone, o Siri.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Já pagamos até hoje - 1 Trilhão em Impostos - 1.000.000.000.000,00







Imaginem 10% aplicados em EDUCAÇÃO, ou seja 100 Bilhões!!!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Professor deve trabalhar por amor, não por dinheiro, diz Cid




Governador do Ceará critica professores da rede estadual, em greve há 24 dias, e diz que quem quer dinheiro deve procurar outra atividade

Daniel Aderaldo, iG Ceará | 29/08/2011 21:07


O governador do Ceará,Cid Gomes (PSB), mandou um recado nesta segunda-feira (29) para os professores da rede estadual de ensino em greve há 24 dias - eles querem aumento de salário. Para ele, quem desenvolve atividade pública deve colocar o amor pelo que faz na frente do retorno financeiro. “Quem entra em atividade pública deve entrar por amor, não por dinheiro”, disse o governador.
A afirmação já havia sido atribuída a Cid Gomes por professores que participaram de uma negociação pelo fim da greve. Há uma semana o governador teria dito. “Quem quer dar aula faz isso por gosto, e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado".

Quem está atrás de riqueza, de dinheiro, deve procurar outro setor e não a vida pública"
A imprensa pediu um “tira-teima” e Cid disse praticamente a mesma coisa, mas de uma forma mais branda.
“Isso é uma opinião minha que governador, prefeito, presidente, deputado, senador, vereador, médico, professor e policial devem entrar, ter como motivação para entrar na vida pública, amor e espírito público”, declarou. "Quem está atrás de riqueza, de dinheiro, deve procurar outro setor e não a vida pública”, completou.
O Sindicato dos Professores do Ceará (Apeoc) diz que o governo do Ceará não cumpre a Lei Federal do Piso e o plano de cargos e carreiras dos professores. A categoria quer a aplicação do piso para os profissionais de nível médio, graduados e pós-graduados.

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Como o gato bebe água




Por Fernando Reinach
"Se o suspiro da fã mudou minha maneira de observar Caetano Veloso, essa descoberta aumentou meu prazer de observar um verdadeiro gato bebendo água. É para isso que serve a ciência" Fernando Reinach é biólogo. Artigo publicado em "O Estado de SP":

A mão largou o violão e abraçou o copo. Foi num show de Caetano Veloso. O copo tocou os lábios e assim que o pomo de adão voltou à sua posição inicial, indicando o fim do gole, ouvi um sussurro feminino suficientemente alto para ser ouvido no palco: "Gato!"

Foi essa a lembrança que me veio à mente ao ler o relato de como os verdadeiros gatos, aqueles com quatro patas e sete vidas, bebem água. O método utilizado por esse animal, tão elegante e arredio quanto o
cantor na imaginação de suas fãs, é muito mais sofisticado que o utilizado pelos seres humanos. E, apesar de ter sido observado por milhões de seres humanos nos últimos milênios, somente agora foi investigado pelos cientistas.

Todos os animais necessitam de água. A maioria vive nos mares e rios e não precisa lidar com a força da gravidade. Cercados de água, basta abrirem um orifício para serem inundados. Mas para a minoria que vive
no ambiente terrestre, a gravidade é um problema. A água, como todo líquido que se preza, acumula no fundo dos recipientes, um copo, lago ou rio, e necessita ser transportada para o interior da boca contra a força da gravidade.

Poucos, como nós, podem contar com a ajuda das mãos. Muitos aspiram a água, seja com o nariz (elefantes), seja com a boca (cavalos, vacas, ovelhas). Outros, como os cães e os felinos, são incapazes de
controlar seus lábios de modo a fechá-los completamente. Para esses animais, aspirar ou chupar o líquido é impossível.

A solução é utilizar a língua. Os cães mergulham a língua no líquido e a dobram para a frente, de modo que ela se assemelhe a uma colher; depois levantam rapidamente a língua jogando parte da água no interior da boca. O resto se espalha em volta do animal e o resultado é sempre espalhafatoso, barulhento e um tanto caótico. Quem já observou um gato beber água, discreto e elegante, talvez já tenha se perguntado como cada movimento da língua leva água ao interior da boca.

Cientistas dos departamentos de engenharia do MIT e de Princeton, duas das melhores universidades dos EUA, filmaram diversos gatos bebendo água com câmaras de vídeo de alta velocidade. Durante a ingestão da água, a língua sai da boca, toca levemente a superfície da água e volta para o interior da boca. Isso ocorre quatro vezes por segundo, mas, como entre cada movimento a língua permanece por 100 milissegundos no interior da boca, o ciclo de sair da boca, tocar a água e voltar para a boca leva aproximadamente 150 milésimos de segundo.

Com uma câmara de alta velocidade, é possível observar em velocidade reduzida tudo o que ocorre nesses 150 milissegundos. O gato posiciona a boca 3 cm acima do nível da água (todos os gatos usam a mesma altura). Primeiro, a língua desce em direção à água a uma velocidade que chega a 50 cm/seg. A após quase 50 milésimos de segundo, a ponta da língua, dobrada para trás, toca a superfície da água sem penetrá-la. O toque dura menos de 2 milissegundos e imediatamente a língua é recolhida em direção à boca do gato, subindo com uma velocidade máxima de 78 cm/seg.

Durante a volta da língua, forma-se uma coluna de água que liga a ponta da língua à superfície da água. Essa coluna se rompe quando a língua está quase na boca do gato e a maior parte da água presente na coluna volta para o recipiente. Mas como a coluna de água se rompe entre a língua e a superfície do líquido, parte da coluna, uma gota, fica aderida à superfície da língua e é ingerida. Assim, gota a gota, quatro coletadas por segundo, o gato abate sua sede, silenciosamente, sem espirrar água em sua volta.

Com base nos dados coletados a partir da análise dos filmes, os cientistas construíram um cilindro, cuja superfície é idêntica à da língua, capaz de baixar, tocar a água e subir, imitando a língua de um gato. Com essa engenhoca eles simularam o que ocorria se operassem a língua mais rápido ou mais devagar que o gato e também a diferentes distâncias da superfície da água.

Eles descobriram que a distância e a velocidade com que o gato movimenta sua língua é a que produz a maior gota de água na língua quando ela entra na boca. Ou seja, o gato "descobriu", ao longo da evolução, como otimizar esse mecanismo capaz de transportar a água para a boca.

Os cientistas também determinaram que a inércia da água é o fator determinante nesse processo e que a natureza do líquido e da superfície da língua tem pouca influência na eficiência do processo. É por isso que esse método serve para beber água, leite ou mingau.

Agora os engenheiros estão testando essa língua artificial como parte de um robô capaz de transportar quantidades precisas de líquidos.

Se o suspiro da fã mudou minha maneira de observar Caetano Veloso, essa descoberta aumentou meu prazer de observar um verdadeiro gato bebendo água. É para isso que serve a ciência.
(O Estado de SP, 13/1)

domingo, 29 de agosto de 2010

A maior bronca que já tomei!


Tínhamos aula de Fisiologia na escola de medicina, logo após a semana da Pátria. Como a maioria dos alunos havia viajado, aproveitando o feriado prolongado, todos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitação era geral.


Um velho professor entrou na sala e imediatamente percebeu que iria ter trabalho para conseguir silêncio. Com grande dose de paciência, tentou começar a aula, mas você acha que minha turma correspondeu? Que nada.

Com um certo constrangimento, o professor tornou a pedir silêncio educadamente. Não adiantou. Ignoramos a solicitação e continuamos firmes na conversa. Foi aí que o velho professor perdeu a paciência e deu a maior bronca que eu já presenciei.

Veja o que ele disse.
- "Prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez", disse, levantando a voz, e um silêncio carregado de culpa se instalou em toda a sala e o professor continuou.

- "Desde que comecei a lecionar, isso já faz muito anos, descobri que nós professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos observei que, de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro; apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil. O interessante é que esta porcentagem vale para todo mundo.

Se vocês prestarem atenção, notarão que, de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; e podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são erdadeiramente especiais. É uma pena muito grande não termos como separar estes 5% do resto, pois, se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranqüilo, sabendo ter investido nos melhores.

Mas, infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto. Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje".

Nem preciso dizer o silêncio que ficou na sala e o nível de atenção que o professor conseguiu após aquele discurso. Aliás, a bronca tocou fundo em todos nós, pois minha turma teve um comportamento exemplar em todas as aulas de Fisiologia durante todo o semestre. Afinal, quem gostaria de espontaneamente ser classificado como fazendo parte do resto?

Hoje não me lembro muita coisa das aulas de Fisiologia, mas a bronca do professor eu nunca mais esqueci. Para mim, aquele professor foi um dos 5% que fizeram a diferença em minha vida. De fato, percebi que ele tinha razão e, desde então, tenho feito de tudo para ficar sempre no grupo dos 5%, mas, como ele disse, não há como saber se estamos indo bem ou não. Só o tempo dirá a que grupo pertencemos.

Contudo, uma coisa é certa: se não tentarmos ser especiais em tudo que fazemos, se não tentarmos fazer tudo da melhor forma possível, seguramente sobraremos na turma do resto.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Você trabalha ou só dá aula?


por Alfredo Leonardo Penz*

         Olá muchachos companheiros de profissão. Força; muita! A história apresenta que em 15 de outubro de 1827, o então primeiro Imperador do Brasil, Dom Pedro 1º, pai da “nossa” Dona Francisca (sim, aquela que começa no centro de Joinville e vai em direção a “Pira”) decreta que “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Exatos 120 anos após, um tal professor Salomão Becker sugeriu aos seus pares que fosse feita uma pausa letiva para se debater as questões da educação, do planejamento das aulas, incentivando a troca de experiências. A iniciativa teve o apoio e foi crescendo até que, em 1967, o Dia do Professor foi instituído como feriado nacional pelo então presidente João Goulart. Seu intento era “comemorar condignamente. [...] Os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enaltecerá a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.

Como comemorar? Amanhã, creio eu, muitos estarão emergidos em correções de trabalhos e provas para o fechamento de mais um bimestre, ou mesmo “correndo atrás da máquina” na preparação das provas que se avizinham.

Professor não tem sábado, não tem domingo. No seu próprio dia, continua trabalhando (sem soldo). Muitos ainda dizem que vida de professor é fácil; “é só dar aula”. Ledo engano. Tem professor que, para complementar a renda mensal, vende perfumes, cosméticos, é sacoleiro. Outros trabalham três turnos e, pasmem, muitas vezes não sobra real para o aprimoramento pessoal. Terminando esta aliteração consonântica, às vezes, chega a ser anormal; é irreal.

Quando surgiu, ele era o dono do saber; quando falava, os outros ouviam. Para pedir a palavra, levantava-se a mão; quando alguém abria a porta, todos se levantavam. As provas eram aos sábados; daí o termo sabatina. Antes preocupava-se com a educação acadêmica; hoje, é tia, é profe, é teacher, psicólogo, pai e mãe. Parece que não detém tanto o saber, competindo com a poderosa internet.

Não sei se Sócrates lograria tantos frutos quantos plantados em Platão, com o seu método do questionamento, com uma pergunta em cima da própria pergunta, fazendo o discípulo pensar. Hoje, não se quer pensar. Responder é mais fácil. A vantagem do problema a ser resolvido, a da mudança do comportamento, que gera o consequente aprendizado, é compreendida como aula chata.

Dizem por aí que professor não trabalha – só dá aula. Hilário é ouvir de outro professor esta mesma pergunta. Existem os que não são professores e dão aulas. Aliás, quase que qualquer um pode virar professor. Existem dezenas de centenas que começam a fazer um “biquinho” e continuam. E os professores que são Professores e não professores ficam calados. Frequentemente, vê-se na televisão, nas páginas d’A Notícia, também, que fulano estava consultando sem nem mesmo ter cursado algum semestre de medicina; engenheiros construindo sem diploma, assim como dentistas e, todos, unem-se para desmascarar o impostor. Mas professor, qualquer um pode ser; e o próprio professor não faz nada para se impor.

A matéria prima do docente é o conhecimento. Será que é possível estar em constante aperfeiçoamento? Será que é possível a compra de “um” livro, a cada dois meses, pelo menos, para se estar por dentro do que os grandes pensadores abordam? Será que é possível frequentar cursos de pós-graduação para o aperfeiçoamento contínuo?

Triste mesmo é saber que muitos deixam a cátedra por falta de motivação. Outros por desilusão. Não que não sejam preparados para o ofício. Falta mesmo é educação. Aquela que deve ser aprendida em casa. Entretanto, a família também está deixando esta tarefa para os professores. Vocês pais, perdoem-me, pois toda regra tem sua exceção.

Será que é uma profissão que está em extinção? Será que nós, os professores, não somos os culpados? Vamos refletir. De qualquer forma, amo o que faço. Para mim, não é profissão; é um prazer estar sempre aprendendo com colegas e alunos – meninos e meninas.

*Professor e mestre em educação e cultura

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Diário Cachorro x Diário de um Gato.



Trechos do diário de um cachorro

8:00- Oba, ração- gosto muito disso
9:30 Oba, um passeio de carro- gosto muito disso.
9:40 Oba, uma caminhada- gosto muito disso.
10:30 Oba, outro passeio de carro- gosto muito disso.
11:30 Oba, mais ração- gosto muito disso
12:00 Oba, as crianças- gosto muito disso.
13:00 Oba, o quintal- gosto muito disso.
16:00 Oba, as crianças novamente- gosto muito disso.
17:00 Oba, ração de novo- gosto muito disso
17:30 Oba, Mamãe- gosto muito disso.
18:00 Oba, apanhar a bola- gosto muito disso.
20:30 Oba, dormir na cama quentinha do meu dono- gosto muito disso.

Trechos do diário de um gato:

Dia 283 no cativeiro. Meus seqüestradores insistem em zombar de mim balançando uns objetos pequenos e estranhos. Enquanto eles comem carne fresca, sou forçado a comer cereais secos. Só agüento isso por causa da esperança de escapar e da leve satisfação que tenho ao destruir alguns móveis. Amanhã, provavelmente, comerei outra planta da casa. Planejei matar meus seqüestradores de manhã ao me enroscar por entre os pés deles enquanto andavam. Quase consegui. Talvez eu deva tentar isso no topo da escada. Em uma tentativa de enojar e de causar repulsa nesses vis opressores, induzi, novamente, vômito na cadeira favorita deles. Acho que devo tentar isso na cama deles. Para mostrar minha índole diabólica, decapitei um camundongo e coloquei o corpo, sem cabeça, no chão da cozinha. Eles só bateram palmas e me incentivaram, acariciando minha cabeça e chamando-me de "gatinho valente". Hum- isso não estava de acordo com o plano. Durante uma reunião com seus cúmplices, eles me confinaram em uma solitária. Consegui ouvir que fora preso por causa do meu poder de causar alergias. Devo aprender o que isso quer dizer e usar essa arma a meu favor.
Estou convencido de que os outros cativos da casa estão com eles, talvez sejam informantes. O cachorro, muitas vezes, é solto e parece ingenuamente feliz quando volta. Ele, com certeza, não é muito inteligente. O pássaro fala com regularidade com os humanos e aposto que é um informante. Estou certo de que ele relata cada minuto da minha vida para eles. Por causa do seu atual confinamento em uma gaiola de metal, sua segurança está garantida, mas eu posso espera. É só uma questão de tempo.
O dia de um cachorro. O dia de um gato. Um feliz, o outro apenas aturando.Um na paz outro na guerra. Um agradecido, o outro rabugento. A mesma casa. As mesmas circunstâncias. O mesmo dono. Ainda assim duas atitudes completamente diferentes.
Qual diário se parece mais com o seu?

segunda-feira, 2 de março de 2009

Conjecturas Sobre a Felicidade - Por um Físico



Se a felicidade pudesse ser medida, ou calculada, com certeza uma das considerações seria o tempo de resolução dos problemas da vida.

"A felicidade é inversamente proporcional ao tempo de solução dos problemas"